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1 Minuto de Reflexão


"O espírito mais forte é o que melhor conhece a sua fraqueza"


(Provérbio Árabe)


Bom Fim-de-Semana!


De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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(Soneto da Fidelidade, Vinicius de Moraes)
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1 Minuto de Reflexão


"Quem se incomoda com o que dele se diz, deve pensar no que faz todos os dias."

(Provérbio Africano)
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Bom Fim-de-Semana!


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É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra
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Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar
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Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
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E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar
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As Novas Escravaturas

«É escrava a pessoa que está presa à sua própria liberdade, quando não sabe para que lhe serve. A liberdade não é um valor em si, mas um palácio a construir. Daí que só se consiga a liberdade quando se tem um objectivo. De nada serviria ser livre para pensar, se não pensamos em nada; livres para opinar, se só opinamos sobre equipas de futebol; livres para construir as nossas vidas, se logo as esbanjamos na rotina.
É escrava a pessoa que vive agrilhoada à sua incultura ou a que gasta a vida num trabalho que não consegue amar. E com isso fica dito que é escrava meia humanidade contemporânea. De que serve deixar de ser analfabeto quem nada vai ler? Como poderá amar o seu trabalho quem simplesmente o suporta, não dando o melhor de si?
É escrava a pessoa que é serva dos seus próprios medos ou dos seus próprios vícios. A que para vestir-se só se atreve a pensar no que está na moda; a que "tem" de comprar os aparelhos, os quadros ou as cortinas iguais aos que os outros usam, a que morre de vergonha se não tiver um carro "digno da sua categoria"; a que vê os filmes e os programas de televisão que toda a gente vê, a que tem a mesma opinião que a maioria tem.
É escravo quem vive assediado pelo seu próprio trabalho, quem prejudica a saúde para ganhar muito dinheiro; quem diz que luta tanto por dar uma vida boa aos filhos e à mulher, mas esquece e não tem tempo de dar-lhes o amor e a companhia, tão necessários.
Vive como um escravo quem leva atadas aos tornozelos, como pesadas bolas de ferro, as prestações da grande e bela casa, do bom carro, de tudo aquilo sem o qual "não poderá viver", de tudo aquilo com que de facto não vive.
São escravos os que confundem o casamento com uma nova forma de sujeição do próximo... enfim! E o que é mais grave é que estamos tão habituados a essas cadeias que já não as percebemos.

"Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."
(Goethe)
"Não há escravatura mais vergonhosa do que a voluntária."
(Séneca)»

(Autor: J. L. M. Descalzo; Fonte: Razões para a Esperança)


Adolescentes em corpos de Adultos

«Acho sempre muito divertido quando a Organização Mundial de Saúde diz que a adolescência termina aos dezoito anos. No sentido interior do termo, somos todos um bocado adolescentes para sempre.
Da adolescência à experiência parental é tudo muito rápido. As pessoas vêem-se obrigadas a crescer muito depressa. Tem poucas experiências verdadeiramente relevantes. De um momento para o outro, são devorados pela voracidade da rotina. O importante é terminar a faculdade, arranjar trabalho, um bom carro, casa e por aí fora. Aos quarenta anos, apercebem-se que não tiveram tempo de olhar para todas aquelas questões que fazem parte da natureza humana. Então, são invadidas por sensações contraditórias. Voltam a questionar-se. E há sempre quem as condene. Como se isto de nos questionarmos, de reflectirmos sobre os nossos sonhos, as nossas relações, as nossas vidas, fosse qualquer coisa própria da adolescência. Como se todos aqueles que continuam a interrogar-se fossem uma espécie de produtos fora de prazo. É inquietante! E é muito saudável sentir que temos, sempre, direito a ter colo! Este não pode ser unicamente tolerado em relação às crianças. Todos nós precisamos de colo. Todos nós nos deprimimos à falta dele!
Há que se fazer sempre um balanço de vida! De percebermos como nos podemos transformar. E isso é essencial! É importante que as pessoas possam aprender a conhecer-se melhor, que possam rentabilizar-se como pessoas, que reconheçam aqueles que estão na primeira fila do seu coração e que possam dar-se a possibilidade de serem mais felizes.
Passamos a vida a confundir o saber com a sabedoria. Mas, as pessoas só se tornam sábias se forem adolescentes para sempre. Se se forem interrogando, se se forem deslumbrando com a vida. Nesse sentido, ficam mais bonitas à medida que se tornam mais velhas. Ficam mais Pessoas!»

(Eduardo de Sá, Psicólogo)

PRESERVE A NATUREZA!


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1 Minuto de Reflexão


"Quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação."

(Gabriel Olim, presidente do Instituto Português do Sangue, em entrevista ao i)

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