É conhecido ou reconhecido?
Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres
Assim,
Meu corpo é o teu mundo,
Um beijo um segundo,
És parte de mim.
Para onde olhares
Eu corro,
Se me faltares
Eu morro
Quando vieres,
Distante
Solto as amarras,
E tocam guitarras por ti como dantes.
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui,
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui.
.
(Parte de Mim, Pedro Abrunhosa)
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Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres
Assim,
Meu corpo é o teu mundo,
Um beijo um segundo,
És parte de mim.
Para onde olhares
Eu corro,
Se me faltares
Eu morro
Quando vieres,
Distante
Solto as amarras,
E tocam guitarras por ti como dantes.
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui,
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui.
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(Parte de Mim, Pedro Abrunhosa)
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Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade.
Gatos jamais morrem de facto:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato.
Gatos não morrem: sua fictícia morte
não passa de uma forma
mais refinada de preguiça.
Gatos não morrem: rumo a um nível
mais alto é que eles, galho a galho,
sobem numa árvore invisível.
Gatos não morrem: mais preciso
― se somem ― é dizer que foram
rasgar sofás no paraíso
e dormirão lá, depois do ônus
de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos.
.
(Nelson Ascher)
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no ronronar da eternidade.
Gatos jamais morrem de facto:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato.
Gatos não morrem: sua fictícia morte
não passa de uma forma
mais refinada de preguiça.
Gatos não morrem: rumo a um nível
mais alto é que eles, galho a galho,
sobem numa árvore invisível.
Gatos não morrem: mais preciso
― se somem ― é dizer que foram
rasgar sofás no paraíso
e dormirão lá, depois do ônus
de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos.
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(Nelson Ascher)
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"Não são as ervas daninhas que destroem a colheita; é a negligência do agricultor."
(Provérbio Chinês)
Ser deficiente...
Não é ser deficiência física ou psicológica
É deficiência de ideias incessantemente
De raciocínios sem lógica.
Amar e ser amado por quem somos
Deficiências todos temos
De ideias e preconceitos
Todos humanos, todos com defeitos
Amar e ser amado
Lutar e ser lutador
Vencer a luta duma dor inesquecida.
Um amor verdadeiro
Uma inocência na deficiência
Lutadores e vencedores
Lutar contra o vencedor da partida
Mas vencedores da vida.
Conhecedores da sobrevivencia
Todos lutadores
Contra a luta e contra as dores.
Um viver e renascer
Na luta vida vencer.
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(poema Ser Deficiente de moximia)
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(poema Ser Deficiente de moximia)
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.O ser humano está permanentemente insatisfeito. Se não tem nada quer tudo, se já tem tudo quer mais...
Ao invés de dar valor às pequenas coisas que o tornam único quer perder-se no anonimato de uma multidão. Muitas vezes receia mostrar a sua individualidade com medo de chocar os outros, de se evidenciar pela diferença, de exprimir o que realmente sente. E aí refugia-se nos lugares comuns, nas opiniões e palavras alheias... Vive permanentemente angustiado porque, na ânsia de se comparar aos outros, nunca se acha suficientemente bom...
Esquecemo-nos de que somos aquilo que somos somente. Há que apreciar as nossas qualidades que são nossas, e tentar mitigar os nossos pequenos defeitos. Acima de tudo, há que respeitarmo-nos como aquilo que somos e jamais querer mudar simplesmente pelos outros. Muitas vezes na nossa ânsia de agradar sentimo-nos tentados a abdicar de parte daquilo que somos para nos moldarmos às expectativas alheias... e acabamos por viver frustrados num mundo que nos soa estranho, porque não lhe conseguimos imprimir a nossa marca pessoal.
Por isso há que perguntarmo-nos será que vale a pena viver assim, condicionados por estereótipos, regras e vontades alheias? Ou será que devemos aprender a revalorizar-nos de acordo com os nossos próprios padrões, talvez distintos, estranhos para os demais, mas nossos.
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Artigo escrito por a.dúvida e publicado na Visão
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"Na Natureza não há recompensas, nem castigos... há consequências!"
(R. G. Ingersoll)
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