.
.

Semear o Futuro!

.

Poucas horas nos separam do final de mais um ano.
Chegados a este ponto, e quase de forma automática, somos impelidos a fazer o balanço dos últimos 365 dias.
Objectivos alcançados... sonhos adiados... alegrias... tristezas... risos... lágrimas... conquistas... perdas..., muitos e diversificados sentimentos polvilharam as horas, os dias, os meses, do ano que agora termina.
Tão importante como recordar os dias passados e daí retirar as devidas ilações, é olhar o próximo ano com espírito de luta e conquista, com a ambição necessária para que cada um consiga atingir os seus objectivos, quer estes assumam uma vertente pessoal, familiar ou profissional.
.
O futuro está à nossa frente, não o façamos esperar!
.

SANTO NATAL

.
É quase Natal... Na solidão de meu quarto,
olho por entre a vidraça embaçada:
luzes ao longe, sons de canções distantes,
risos, preces, fogos a ribombar na imensidão...
Com saudade, penso naqueles que me estão ausentes.
Natal frio. Triste, desolador.
Meu olhar se perde na escuridão da noite estiolada.
Olho, mas não vejo nada: Nada à frente.
Nada no futuro... Porque estou só?
Volto o olhar ao passado,
Relembro os dias de glória,
De fama, poder, vitória...
Onde estão vocês, fãs de outrora,
Amores de verdes anos, Amigos de toda hora?
Falhei, falhastes, falhamos,
Onde foi que deixamos
Nossos sonhos, amizades,
Enganos e desenganos?
.
De repente... Sons que aumentam,
Frases que se elevam,
Risos que me preenchem,
Euforia, esperança, canções, cheiro de amor...
Quem chegou? Quem bate?
Feliz Natal!
Sinto que chegaste,
Chegaste, não, já estavas aqui,
Apenas eu não te via,
Que alegria!
Preenches o meu Natal,
Com carinho, luz e calor!
Amigo eterno,
Amigo de todas as horas,
Não faltaste nunca, nem faltarias agora,
Como sempre, estás aqui,
Estás comigo, Senhor!
.
Na fé, nunca estamos sós...
Não há melhor companhia
Que termos junto a nós
O Aniversariante do dia!
.
(poema Presença de Natal de Oriza Martins)
.

FELIZ NATAL!


O blogue Raça Ambígua deseja a todos os seus seguidores um FELIZ NATAL!
.

Natal é quando Nós queremos!


Diz o poeta que "o mundo é composto de mudança", mas há coisas que se mantêm. E o Natal é uma delas!

«Sempre que se aproxima o Natal vem-me à memória o Ebenezer Scrooge, soberbamente concebido por Dickens, mais os seus espíritos dos Natais passados, do Natal presente e do Natal futuro, como uma história que nos relembra que o facto de vivermos em comunidade, exige de todos nós a necessidade de termos em atenção que os outros também têm desejos, necessidades e expectativas que querem alcançar e que cada um dos nossos comportamentos afecta a vida de outras pessoas.
A mensagem de Natal é uma mensagem de esperança, baseada no sacrifício (quer seja a indicação do início do Inverno, a que se seguirá a Primavera e o renascimento, em toda a sua exuberância, da natureza; quer seja o nascimento de Jesus que, ao sacrificar-se pelo Homem, lhe permite a sua redenção). E actualmente, qual o significado do Natal? Mais do que somente a festa da família, o Natal marca o final de um ciclo e o início de outro; este baseado nos ciclos de trabalho e não nas estações do ano (pelo menos não directamente). No Natal estamos mais despertos para os outros e somos mais atenciosos uns para com os outros (e muitas vezes até juramos que será assim durante o resto do ano, até ao próximo Natal), pois muita da pressão sentida a nível profissional se alivia substancialmente e nesta época somos mediaticamente bombardeados pela necessidade de sermos bonzinhos e caridosos.
E para o ano será melhor, desejamos sempre. Pois... o Natal é quando Nós queremos!

Nota: no conceito de família natalícia estão excluídos os adolescentes, para quem muitas vezes o Natal é uma data de alegria e felicidade artificialmente estabelecida dos Natais da sua infância, e ainda não compreenderam a importância dos Natais para os adultos."

(Autor: Pedro Zany Caldeira, in revista PSI PsicologiaActual, N.º 9)
.

1 Minuto de Reflexão


É conhecido ou reconhecido?



Bom Fim-de-Semana!


Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres
Assim,
Meu corpo é o teu mundo,
Um beijo um segundo,
És parte de mim.
Para onde olhares
Eu corro,
Se me faltares
Eu morro
Quando vieres,
Distante
Solto as amarras,
E tocam guitarras por ti como dantes.
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui,
Agarra-me esta noite,
Sente tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui.
.
(Parte de Mim, Pedro Abrunhosa)
.

Até já, Pandora...


Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade.

Gatos jamais morrem de facto:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato.

Gatos não morrem: sua fictícia morte
não passa de uma forma
mais refinada de preguiça.

Gatos não morrem: rumo a um nível
mais alto é que eles, galho a galho,
sobem numa árvore invisível.

Gatos não morrem: mais preciso
― se somem ― é dizer que foram
rasgar sofás no paraíso

e dormirão lá, depois do ônus
de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos.
.
(Nelson Ascher)
.

PRESERVE A NATUREZA!


.

.
As imagens que ilustram os textos publicados neste blogue são seleccionadas, aleatoriamente, através do motor de busca Google. Agradecemos aos respectivos autores o enriquecimento visual que os seus trabalhos proporcionam e, se não divulgamos a sua origem é porque, na maioria dos casos, a mesma é, para nós, desconhecida. Para salvaguarda dos direitos de autor, estamos à inteira disposição dos eventuais lesados, para revelar a identidade do criador das fotos e/ou desenhos publicados. Observador@
.