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Natal é quando Nós queremos!


Diz o poeta que "o mundo é composto de mudança", mas há coisas que se mantêm. E o Natal é uma delas!

«Sempre que se aproxima o Natal vem-me à memória o Ebenezer Scrooge, soberbamente concebido por Dickens, mais os seus espíritos dos Natais passados, do Natal presente e do Natal futuro, como uma história que nos relembra que o facto de vivermos em comunidade, exige de todos nós a necessidade de termos em atenção que os outros também têm desejos, necessidades e expectativas que querem alcançar e que cada um dos nossos comportamentos afecta a vida de outras pessoas.
A mensagem de Natal é uma mensagem de esperança, baseada no sacrifício (quer seja a indicação do início do Inverno, a que se seguirá a Primavera e o renascimento, em toda a sua exuberância, da natureza; quer seja o nascimento de Jesus que, ao sacrificar-se pelo Homem, lhe permite a sua redenção). E actualmente, qual o significado do Natal? Mais do que somente a festa da família, o Natal marca o final de um ciclo e o início de outro; este baseado nos ciclos de trabalho e não nas estações do ano (pelo menos não directamente). No Natal estamos mais despertos para os outros e somos mais atenciosos uns para com os outros (e muitas vezes até juramos que será assim durante o resto do ano, até ao próximo Natal), pois muita da pressão sentida a nível profissional se alivia substancialmente e nesta época somos mediaticamente bombardeados pela necessidade de sermos bonzinhos e caridosos.
E para o ano será melhor, desejamos sempre. Pois... o Natal é quando Nós queremos!

Nota: no conceito de família natalícia estão excluídos os adolescentes, para quem muitas vezes o Natal é uma data de alegria e felicidade artificialmente estabelecida dos Natais da sua infância, e ainda não compreenderam a importância dos Natais para os adultos."

(Autor: Pedro Zany Caldeira, in revista PSI PsicologiaActual, N.º 9)
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