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Tema de Fundo

Assiste-se a uma grande contradição no nosso tempo, particularmente nos países mais desenvolvidos: tem-se tudo e ao mesmo tempo não se tem nada... porque não se é feliz! Reina o absurdo, o vazio, a frustração existencial, o suicídio rápido ou lento, através da depressão.
É cada vez mais urgente a busca de significado, de valores autênticos, de verdadeiras razões de viver... Viver bem o Presente! E olhar para o Futuro procurando dar lugar à esperança na busca constante de um sentido para a vida! O Ser Humano não é apenas busca de prazer, de bens materiais ou de sucesso e poder, mas sobretudo ânsia de infinito, de transcendência. Esta busca a todo o custo de encher-se de prazeres efémeros que não alimentam, que passa pelo sexo, pelo álcool, pela droga, pelo desejo de ter mais e mais coisas... no fundo é busca desesperada de sentido, vontade de significado,... passar além de, elevar-se acima do vulgar... ultrapassar-se! Todo o homem e a mulher deve e necessita, então, buscar mais alto, apelar a valores mais elevados e duradouros!
A busca da Felicidade constitui o último objectivo da existência humana, segundo os filósofos, como S. Agostinho ou Kant. Ser Feliz é, portanto, fundamental na Vida das pessoas, nas famílias, no emprego, na educação,... Mas, se é difícil compreender em que consiste a felicidade, mais difícil é ser feliz!... Todas as pessoas são chamadas a serem felizes, embora poucas a atinjam, parecendo que a felicidade não é deste mundo, que se trata de um "impossível necessário". É possível, então, construir uma teoria sobre a Felicidade, para, na prática, podermos ensinar às novas gerações a dedicar-se a descobrir o sentido da vida?!
A pessoa feliz é aquela que cumpre paulatinamente o princípio de Píndaro: "sê tu mesmo/a, desenvolve tudo o que há dentro de ti, realizando a tua personalidade e o teu projecto!".
K. Frielingsdorf, no seu livro original intitulado Felicidade na infelicidade, dá a entender que a felicidade é uma conquista que não se faz sem esforço, sem se sentir "infeliz" por ter de deixar tudo o que não é essencial para se ser feliz ou ter de se esvaziar de conteúdos medíocres para se encher do que vale verdadeiramente a pena.

Conheça o que pensa a respeito de Si mesmo/a e da Vida, através deste questionário da Escala sobre a felicidade (Barros, 2001), aqui exposto!
Responda sinceramente a si próprio/a... responda a todas as perguntas conforme aquilo que verdadeiramente sente e não como gostaria de ser!
Escolha o número que melhor corresponda à sua situação (evitando, se possível, o nº intermédio) conforme este significado:

1= totalmente em desacordo (absolutamente não)
2= bastante em desacordo (não)
3= nem de acordo nem em desacordo (mais ou menos)
4= bastante de acordo (sim)
5= totalmente de acordo (absolutamente sim)


1. Sinto-me bem comigo mesmo/a
(1) (2) (3) (4) (5)

2. Tenho um bom conceito de mim mesmo/a
(1) (2) (3) (4) (5)

3. Aceito-me como sou
(1) (2) (3) (4) (5)

4. Relaciono-me bem com as outras pessoas
(1) (2) (3) (4) (5)

5. Faço amigos facilmente
(1) (2) (3) (4) (5)

6. Gosto de me sentir livre
(1) (2) (3) (4) (5)

7. Controlo o ambiente em que vivo
(1) (2) (3) (4) (5)

8. Aceito o meu passado
(1) (2) (3) (4) (5)

9. Sei viver o momento presente
(1) (2) (3) (4) (5)

10. Tenho projectos para o futuro
(1) (2) (3) (4) (5)

11. Espero evoluir cada vez mais
(1) (2) (3) (4) (5)

12. Sinto-me uma pessoa feliz
(1) (2) (3) (4) (5)

13. Luto pelo meu bem-estar
(1) (2) (3) (4) (5)

14. Considero-me uma pessoa alegre
(1) (2) (3) (4) (5)

15. Sinto-me satisfeito/a com a vida
(1) (2) (3) (4) (5)

16. Tenho conseguido atingir os meus objectivos
(1) (2) (3) (4) (5)

17. Considero-me uma pessoa cheia de esperança
(1) (2) (3) (4) (5)

18. Tenho bastante sentido de humor
(1) (2) (3) (4) (5)


MÁXIMO DE FELICIDADE: 90; MÍNIMO: 18


(Cf. Barros, J. (2001). Felicidade: Natureza e avaliação (proposta de uma nova escala). Psicologia, Educação e Cultura, 5 (2), 289-318.)

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