Avançar para o conteúdo principal

10 Regras para criar Filhos Delinquentes

«1º - Comecem cedo a dar ao vosso filho tudo o que ele quer! Assim, ele convencer-se-á, quando cresça, que o mundo tem obrigação de satisfazer todos os seus caprichos.

2º - Se, enquanto pequeno, o vosso filho utilizar expressões grosseiras, achem-lhe graça! Isso fará com que ele se convença de que é espirituoso e levá-lo-á a refinar a sua linguagem ordinária.

3º - Não lhe dêem educação religiosa nem lhe inculquem princípios morais! Esperem pela sua maioridade para que o vosso filho, feitos os 21 anos, faça pessoalmente a sua escolha.

4º - Evitem recriminá-lo para que o vosso filho não crie um complexo de culpa! Estes complexos, como toda a gente sabe, não deixam que se desenvolva a sua personalidade.

5º - Façam sempre tudo aquilo que o vosso filho devia fazer: arrumem as suas coisas e apanhem o que ele deitar para o chão! Desta maneira se habituará a empurrar para os outros as suas responsabilidades.

6º - Deixem que o vosso filho leia tudo o que lhe caia nas mãos! Tenham o maior cuidado em esterilizar os talheres, os pratos e os copos, deixando que o seu espírito se nutra de imundícies.

7º - Discutam e zanguem-se em frente do vosso filho! É muito útil que ele se convença que a família é uma instituição nociva e que não deve qualquer respeito a seus pais.

8º - Dêem-lhe todo o dinheiro que o vosso filho quiser! Evitem que o ganhe com o seu trabalho ou através do seu comportamento. Tem tempo. Deixem-no ser feliz enquanto é jovem.

9º - Satisfaçam todas as suas exigências ou caprichos no que se refere à alimentação, vestuário e conforto, a fim de que o vosso filho não possa nunca sentir-se frustrado! As frustrações, como por todos é sabido, não deixam que a personalidade se revele e tornam as pessoas muito infelizes.

10º - Defendam sempre o vosso filho! Contra os seus amigos, os vizinhos, os colegas, os professores e mesmo - principalmente - contra o polícia. É tudo gente desprezível que mais não pretende que embirrar com ele...»

(Adaptação do panfleto da Polícia de Houston, Texas - EUA, distribuído a todos os habitantes da cidade, há cerca de dez anos).


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Em Vida, Irmão, Em Vida

Se quiseres fazer feliz alguém a quem amas muito, diz-lho hoje, sê bom... Em vida, irmão, em vida. Se desejas dar uma flor, não esperes que morram, manda-a hoje com amor... Em vida, irmão, em vida. Se desejas dizer "gosto de ti" às pessoas de tua casa e ao amigo próximo ou afastado... Em vida, irmão, em vida. Não esperes que as pessoas morram, para lhes quereres bem e fazer-lhes sentir o teu afecto... Em vida, irmão, em vida. Tu serás muito mais feliz, se aprenderes a fazer felizes a todos os que conheceres... Em vida, irmão, em vida. Nunca visites panteões, nem enchas túmulos de flores, enche corações de amor... Em vida, irmão, em vida.   (do livro “Parábolas Como Setas”, de Manuel Sánchez Monge)

Tostões vrs Milhões

Nos últimos dias temos sido bombardeados, pela comunicação social, com a notícia da contratação de um futebolista, por sinal português, por um grande clube espanhol. O dito desportista vai auferir qualquer coisa como 750.000 euros mensais, ou seja, o equivalente a 55 salários mínimos por dia! Exagero?! Injustiça?! Egoísmo?! Ganância?!... Não vamos dirigir a questão nesse sentido. Sabemos, isso sim, que os menos afortunados, que dia-a-dia contam os parcos cêntimos que lhes sobram na carteira, já só desejam que não apertem mais a corda que lhes sufoca a sobrevivência e, dessa forma, os deixem respirar e resistir nesta “selva sem lei”. No outro extremo, os novos-ricos dão-se a luxos, esbanjamentos e, o mais estranho para nós, ainda conseguem a proeza de serem idolatrados e quase elevados à categoria de deuses. Uns a tentar manter a cabeça à tona de água, outros até a dormir enriquecem. Numa sociedade marcadamente materialista e consumista, as assimetrias sociais são cada vez mais notórias...

E-mail enviado ao Primeiro Ministro José Sócrates [07-02-11], por André Moreira

Excelentíssimo Primeiro Ministro, O meu nome é André Moreira, mas poderia ser João, Maria, Ricardo ou Ana. Sei que provavelmente nem será o senhor a ler este email, provavelmente até ninguém o lerá, no entanto sempre me ensinaram a não desistir. Escrevo-lhe porque nesta tarde de dia sete de Fevereiro deveria estar a estudar matemática (tenho teste amanhã), mas não estou. Não estou porque o senhor me obrigou. Obrigou-me a questionar a razão pela qual estudo. Obrigou-me a esta submissão filosófica. Perceberá tudo mais à frente. Porventura o telefone está a tocar, porventura tem uma grande reunião daqui a cinco minutos, porventura este email apenas conheceu o lixo da sua caixa de entrada… Sou estudante como já deve ter percebido, tenho 16 anos e frequento o 11º ano numa escola pública da localidade de Paredes, uma escola igual a muitas outras. Igual em todos os defeitos que o senhor permitiu que se estruturassem, dentro de um ensino que deveria ser de todos e para todos. No entanto a...