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Viver e Morrer em Austeridade

Três tristes notícias da crise na Europa: aumentam os suicídios, regressa a fome e até o sangue dos desempregados desperta cobiça.

Fome em Dublin: um inquérito realizado a 16 mil crianças, entre os 9 e os 18 anos, revelou que 21% dos alunos se queixava de ter frequentado as aulas com fome "por não ter comida suficiente em casa". Este fenómeno atinge, em especial, as crianças mais novas, oriundas de classes baixas.

Aumentam os suicídios: as principais razões apontadas são as dificuldades financeiras, o desemprego e a solidão. As vítimas são, sobretudo, homens desempregados. Irlanda, Grécia e Itália surgem no topo da lista das últimas estatísticas efectuadas sobre este flagelo.

Desempregados vendem sangue: a maior empresa mundial de venda de plasma sanguíneo, a Grifols, quer que o Governo espanhol liberalize o mercado de sangue, permitindo aos desempregados espanhóis vender sangue (à semelhança do que acontece nos EUA). "Numa época de crise, se pudéssemos ter centros de venda de plasma, poderíamos pagar 60 euros por semana, que somados ao subsídio de desemprego são uma forma de viver", disse Vítor Grifols ao jornal El País.  

(adaptação de um texto de Paulo Pena, publicado na revista Visão n.º 999)

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