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Sete Caminhos Para Um Envelhecimento Feliz

Segundo um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Harvard, o qual acompanhou três grupos de americanos ao longo de várias décadas, um casamento feliz e um bom nível de escolaridade pesam mais numa boa velhice que o valor da reforma.
Para este estudo foi seleccionado um grupo de alunos de Harvard, um grupo de rapazes não delinquentes de um bairro pobre e um grupo de raparigas de classe média.
Ao longo da vida, foram realizadas entrevistas periódicas, bem como exames médicos que atestavam a qualidade do envelhecimento de cada um.
Cruzados os resultados, os investigadores seleccionaram sete factores determinantes para garantir uma velhice feliz e saudável: não fumar ou ter parado de fumar cedo; capacidade de adaptação às circunstâncias da vida; não abusar do álcool; ter um casamento saudável; um peso estável; fazer algum exercício e, por fim, a educação.
Mais do que o nível social, o prestígio das escolas ou da profissão escolhida, foi o nível de escolaridade que se revelou determinante para alcançar uma velhice sã.  
Aqui fica a receita, sigam-na e tenham uma velhice FELIZ!
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(fonte: Revista Montepio - n.º 3, série II)
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Voar...



Não espere...



Quando os propósitos são compartilhados, o consciente colectivo altera-se!... E o Mundo como o conhecemos mudará!



Criança Triste

Acaso já viste
o olhar triste

da criança sem amor?

Acaso reparaste
quando por ela passaste
no seu rosto sem cor?
das que vegetam nos bairros de lata
inocentes vítimas
da sociedade indiferente
que friamente
se destrói e mata!

Acaso afagaste
seu rosto tristonho
sem luz, sem sonho!
e te lembraste
de a levar a passear
deixando-a correr
brincar, saltar
sobre a relva de jardins
onde não pode entrar?!
E por fim trataste de a alimentar?

Se nada tens feito

para a educar
vestir e calçar,
se nada disseste a protestar
contra o abandono
da criança da rua
e da separação
da que vive feliz,
a culpa é só tua
e não tens coração!

.(Sotero Tavares)

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Mudar de Vida – Pensemos Positivo!

Quando tudo parece correr mal, é a nossa atitude perante as dificuldades que determina a forma de as ultrapassar.
Sentimos desânimo, duvidamos das nossas capacidades e ficamos aborrecidos, tanto connosco próprios como com as outras pessoas.
O facto de não termos conseguido levar avante uma determinada intenção não significa que vá ser sempre assim, nem que o nosso valor como pessoa esteja a ser posto à prova. O fracasso é uma parte integrante da grande experiência que é VIVER e, por essa razão, mais importante do que o contratempo, é o modo como a ele se reage.
Há sempre duas atitudes a tomar: fazer o que é preciso para superar a situação ou deixar que as circunstâncias nos derrotem.
Aprendamos a ter atitudes positivas, ou seja, pensemos positivo. E, para que tal aconteça, teremos que abrir um canal de comunicação com o nosso próprio EU.
Em vez de nos pressionarmos com pensamentos negativos, será de todo vantajoso que ganhemos o hábito de pensar de forma positiva.
Assim, o nosso estado emocional começará a mudar e teremos, da VIDA, uma visão muito mais optimista.
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Quando uma etapa chega ao fim!


“É preciso sempre saber quando uma etapa chega ao fim…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa os nomes que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram.

Foi despedido(a)? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver noutro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo a perguntar-se por que é que isso aconteceu…

Pode dizer a si mesmo(a) que não dará nem mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na sua vida, a serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: os seus pais, os seus amigos, os seus filhos, os seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que está parado(a).

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já se foi embora e não tem a menor intenção de voltar…

As coisas passam e o melhor que fazemos, é deixar que elas realmente se possam ir embora… Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está nesta vida a jogar com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e outras vezes perdemos!

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam o seu esforço, que descubram o seu génio, que entendam o seu amor! Pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofreu com determinada perda: isso estará apenas envenenando-o(a), e nada mais!

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do «momento ideal».

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo(a) que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade!

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante!

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda o pó! Deixe de ser quem era, e transforme-se em quem é! Torne-se numa pessoa melhor e assegure-se de que sabe bem quem é, antes de conhecer alguém e de esperar que ele veja quem é!

E lembre-se:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!"

(Autora: Maria Duarte Bello - "50 segredos de Coaching para Portugueses")
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1 de Junho - 2º Aniversário

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HOJE, Dia Mundial da CRIANÇA e dos DIREITOS HUMANOS

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Comportamento - Ouvidos Tristes

Uma investigação em medicina pediátrica, realizada nos EUA, estabeleceu uma relação entre a depressão e a música.
Ao longo de dois meses, os 106 adolescentes da amostra - 46 dos quais tinham perturbações depressivas - foram convidados a passar o tempo com jogos, música, filmes, net ou livros e revistas. Os jovens que preferiram escutar música manifestaram oito vezes mais probabilidades de ficar abatidos, enquanto os que optaram pela leitura apresentaram dez vezes menos hipóteses de desenvolver esse estado.
O que ficou por perceber foi se os adolescentes propensos à depressão se refugiam na música ou se esta, ouvida por longos períodos, contribui para a doença.

.(texto publicado na revista Visão de 07.04.2011)
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A actualidade de um texto dos anos 50

Qualquer rapaz que atinja um curso superior e olhe para trás de si, desde a sua infância escolar na instrução primária até ao canudo que lhe deu um título qualquer, pensará: "Finalmente, que ficou de tantos milhares de páginas decoradas? A formação deu-me personalidade? Não! A consciência deu-me uma profissão? Não! A sabedoria de um adulto? Não!" Ficará espantado, mas prosseguirá: "Finalmente, porque perderam tantos professores milhares de horas a ensinar-me? Mas, ensinaram-me o quê? Para que servirão todos os quilos de tinta e papel que gastei a consumir pensamentos alheios?" E chegará à conclusão que metade do que aprendeu de nada lhe servirá por falta de aplicação na vida prática, e que a outra metade que havia de ter aprendido por necessidade em função ao seu futuro, não lha ensinaram. E fica espantado na inutilidade de tantos anos de trabalho seu, dos professores, dos burocratas que vigiaram os seus estudos, dos dinheiros gastos, das energias consumidas...

(extraído do livro "A Estupidez Humana" de Thomas M. Mith)

FELIZ Dia da MÃE!

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Sua Santidade o Dalai Lama apoia a causa Animal

"Hoje, em conjunto com um crescente apreço pela importância dos direitos humanos, há uma maior consciência em todo o mundo da necessidade de proteger não apenas o ambiente, mas também os animais e os seus direitos. Infelizmente, continuam a existir aqueles que sentem ser não apenas aceitável, mas também um prazer, caçar ou lutar com animais, resultando nas suas mortes dolorosas. Isto parece contradizer o geral espírito igualitário que hoje cresce na maioria das sociedades.
Creio profundamente que os seres humanos são fundamentalmente amáveis por natureza e sinto que devemos não apenas manter relações gentis e pacíficas com os nossos companheiros seres humanos, mas ser também muito importante estender o mesmo tipo de atitude ao meio ambiente e aos animais que vivem naturalmente em harmonia com ele. Quando era um rapaz que estudava o Budismo no Tibete, foi-me ensinada a importância de uma atitude carinhosa para com os outros. Uma tal prática de não-violência aplica-se a todos os seres sensíveis - toda a criatura viva que tem uma mente. Onde existe uma mente, existem sentimentos como dor, prazer e alegria. Nenhum ser sensível deseja a dor, em vez disso todos desejam a felicidade. Visto que todos partilhamos estes sentimentos nalgum nível fundamental, nós, como seres humanos racionais, temos uma obrigação de contribuir, de todos os modos que pudermos, para a felicidade das outras espécies e dar o nosso melhor para aliviar os seus medos e sofrimentos."

(Sua Santidade o Dalai Lama)..

A Senciência segundo Fernando Silva

"Bem, o que te posso escrever sobre o assunto....?

A diferença entre nós e eles é só uma: eles não falam a nossa lingua mas têm quase todos os nossos sentimentos. Eu iria mais além: terão, eventualmente, um sexto sentido...

O que leva um cão a apoiar o focinho dias seguidos no peito da dona levando-a a consultar um médico e constatar que tem cancro da mama? O que leva esse cão a fazer o mesmo alguns anos depois na outra mama repetindo-se a consulta e constatar-se que os rastreios não mostraram nada mas o cancro estava lá outra vez (posso arranjar-te o depoimento da dona)?

O que leva um cão a deixar de comer até morrer depois da morte do seu dono?

O que leva um cão a recolher água na banheira com uma toalha depositando-a no rosto do dono para que sorva essa água quando este sózinho em casa, é vitima de AVC e fica 15 dias na cama paraplégico sendo salvo pelo cão?

O que leva um cão a adivinhar a chegada do dono a casa mesmo que este chegue a diferentes horas usando diferentes meios de transporte (Reportagem do National Geographic).

O que leva um cão a percorrer mais de mil km para regressar a casa depois de perdido?

O que leva um cão a dirigir-se á praia todos os dias á mesma hora, entrar na água e brincar com um golfinho (reportagem de Telejornal)?

O que leva um cão a arrastar um companheiro atropelado na autoestrada até á berma até que o salvem (vídeo no youtube)?

O que leva um cão numa sessão de TAA (terapias assistidas) a dar todos os brinquedos (lançados por outros) ao paciente mais deficiente de todos os do grupo que é o que não devolve as bolas, quando o que ele gosta e que lhas atirem de novo e, em situações normais, as devolve sempre a quem atirou (Esta tenho documentada em video pois passou-se comigo)?

Seja o que for... será que nada disto envolve sentimento? Se os cães pressentem a nossa dor, doença, estado de espírito, se conseguem criar laços de amizade com outros animais, se fazem luto pela perda de alguém (animal ou humano)... então, não sentirão nessa altura alegria ou tristeza e amor? Talvez esse sentimento tenha para eles outro nome que não deixará de ser um sentimento...

Mas, para mim, continua a ser alegria, tristeza e amor o que eles sentem. "


(Fernando Silva que, baseado na sua vastíssima experiência na educação e treino de animais, e em particular de cães, nos escrevesse algumas palavras sobre o conceito de senciência - a capacidade de um animal sentir dor, sofrimento e stress. Leia aqui aquilo que um dos mais conceituados treinadores de animais do país nos escreveu como resposta.

Currículo sumário do Fernando, para quem não o conhece:
- Curso de treinador de cães de guerra na Base Escola de Tropas Pára-quedistas
- Treinador de cães desde 1985
- Director do Centro de Educação Canina de Cascais (Educacão)
- Juiz de Agility
- Técnico em terapias assistidas com animais
- Concorrente em classe Elite de Obediência
- 3 Vezes campeão Nacional de Obediência
- Treinador de cães para discriminação de cancro pulmonar
- Treinador de animais para Cinema e Televisão
- Monitor da Fundação Bocalan de Espanha
- Autor e orador em diversos seminários. Autor de diversos textos e publicações sobre canicultura.
- Vários cursos de treino de animais para Cinema e Televisão em Portugal, Espanha e no Chile.
- Vários cursos e seminários sobre treino canino em Portugal, Espanha e no Chile.
Possui uma Escola chamada EDUCACÃO - Escola de Treino de cães baseada na confiança e respeito mútuos entre dono e cão. Poderão ver alguns videos de trabalho do fernando no seu blog, nomeadamente o excelente trabalho feito com os Lobos Checos no genérico da telenovela "Deixe que te leve": http://www.educa-cao.blogspot.com/)
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Carta de Luís Filipe Borges ao/pelo PAN


Luís Filipe Borges, comediante, argumentista, cronista e apresentador de televisão, que recentemente entrevistou Paulo Borges no seu programa 5 para a Meia-Noite, fez chegar à PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza - o seu apoio sob a forma de uma carta, que transcrevemos abaixo:

Carta ao/pelo PAN
Luís Filipe Borges, 33 anos, açoriano,
comediante, argumentista, cronista do SOL

"Dia 12 de Março fui à minha primeira manif. Falhei por pouco a partida da comitiva do PAN desde o edifício do Diário de Notícias mas passei boa parte da marcha nesse dia histórico a pensar na conversa tida em directo, no dia anterior, com Paulo Borges – meu convidado no 5 para a Meia-Noite. Já estava inclinado a aderir ao PAN e fiquei plenamente convencido. Tenho vergonha de ser cidadão de um país onde não vejo o fruto dos meus impostos, onde os licenciados não encontram vaga profissional, onde os recibos verdes servem o capitalismo desenfreado, onde dois terços dos cidadãos – a avaliar pela abstenção – não se revêem na sua classe política, onde nesta abundam verdadeiros profissionais da dita (sem outros méritos que os reconheçam na sociedade civil), onde os poucos partidos com preocupações ecológicas estão manietados pela ideologia ou pela conveniência, onde os seus governantes são regularmente protagonistas pela negativa de manchetes escandalosas, onde o Código Civil trata os animais ao mesmo nível de objectos inanimados, e onde – até ao passado dia 12 – uma anestesia geral parecia mesmo ter tomado conta de um povo inteiro.

Mas, por outro lado, sinto orgulho em esforços recentes como os do Dr. Fernando Nobre nas Presidenciais, os dos cidadãos independentes e livres que - via redes sociais - convocaram uma das maiores e mais simbólicas demonstrações de indignação na história da nossa democracia, e no percurso já tão honrado de um partido recente, desprovido de cartilhas ideológicas e o primeiro a considerar o todo: homens, animais e natureza - pois se vivemos no mesmo mundo como não poderiam as causas ser comuns?

É por estas e muitas outras que quero estar presente no primeiro congresso do partido e dar a cara pelo PAN, com o mesmo orgulho e honra de todos aqueles, cada vez mais, que voltaram a acreditar na beleza e potencial absolutos da palavra ‘utopia’."
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Nuno Calado apoia o PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza

"Vivemos tempos nos quais alertar as consciências é fundamental. O PAN tem uma oportunidade única de não ser apenas mais um partido no panorama nacional, mas um novo partido com uma nova filosofia, que a sociedade civil parece começar a exigir.

Já assistimos ao declínio do comunismo e agora estamos a viver o mesmo com o capitalismo. Mas a democracia ficará em risco caso não exista uma mudança de valores. Uma mudança que olhe mais para a solidariedade do que para o lucro puro e simples, quer no modo como dirigimos a sociedade humana, quer no modo como olhamos e exploramos o planeta Terra e os seus recursos. Poderá existir vida noutros planetas, mas é aqui que vivemos e de nada serve destruir o nosso berço. O respeito pelo meio onde vivemos impõe-se e obviamente teremos de olhar para os outros seres vivos como parceiros.

Respeitar a natureza e os animais é fundamental. Não podemos continuar a maltratar os animais, a torturá-los. Se somos os tais animais racionais que julgamos ser, temos então de tomar atitudes que o provem realmente e não continuar a viver como se fôssemos autistas emocionais, ignorando todo o mal que causamos a tudo o que nos rodeia. Serão os pequenos gestos que farão a diferença no futuro, do não abandono dos animais de estimação ao fim de espectáculos que até podem ser tradicionais (mas já tanta coisa foi tradição e deixou de o ser) e em que se torturam animais, passando pela não aceitação das condições inadmissíveis de cativeiro em que vivem alguns animais apenas para nos darem alguns minutos de diversão diários.

Não tenho dúvidas de que um mundo apenas preocupado com o lucro e produtividade do Homem e sem qualquer tipo de respeito pela natureza e pelos animais será sempre um mundo desequilibrado e sem futuro."

(Nuno Calado, DJ, locutor da Antena 3 e comentarista da SIC Radical)
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MANIFESTO DO PARTIDO PELOS ANIMAIS




"A Vida na Terra manifesta-se de várias formas. Só o número de espécies animais ultrapassa 1 milhão. Cada forma de vida tenta manter-se mesmo que seja à custa de outras formas de vida. As espécies podem ser concorrentes ou relacionar-se como caçador-presa. Todas as formas de vida juntas fazem parte do ecossistema global, que encontra naturalmente um equilíbrio dinâmico. Por esta razão, a vida na Terra não é um paraíso pacífico, mas uma luta permanente que causa sofrimento aos envolvidos, mesmo até à morte.
O ser humano faz parte do sistema ecológico na terra, mas – devido ao seu desenvolvimento mental e à cultura que resulta deste – é capaz de prosseguir os seus próprios interesses à custa de outras formas de vida de uma maneira mais intensa e em maior escala do que qualquer outra criatura. Contudo, esse mesmo desenvolvimento mental também dá ao Homo Sapiens a liberdade de não infligir sofrimento e danos desnecessários a outros organismos e mesmo a membros da sua própria espécie, no presente e no futuro. O respeito pela integridade física e mental de todas as espécies de vida na terra é a base de um relacionamento mais pacífico entre os homens e destes com os animais e com a natureza em geral.

O respeito pela vida ainda não está suficientemente desenvolvido nos seres.

Isto levou e ainda leva a uma enorme brutalidade e negligência do comportamento humano. Como consequência disso, áreas naturais estão a desaparecer rapidamente, espécies animais estão a extinguir-se e o ecossistema global está sobrecarregado e desorganizado, correndo-se o risco do desaparecimento de grandes grupos populacionais.
É moralmente inaceitável que as pessoas explorem a natureza tão intensamente que por essa razão a forma de vida na terra seja mudada drasticamente e o biótipo do ser humano e de outras formas de vida se tornem piores, menores, ou cheguem a desaparecer. Gerações futuras serão mais confrontadas com a consequência disso do que a geração actual. Por isso é de grande importância que as pessoas suportem o limite ecológico. Este tem que se direccionar para a redução da utilização de espaço, solo, energia, plantas e animais.

A Carta da Terra, surgida a partir de uma iniciativa das Nações Unidas em 1987 (United Nations World Commission on Environment and Development: www.earthcharter.org), é utilizada como ponto de partida por organizações relacionadas com a natureza e meio ambiente. A protecção da vitalidade, diversidade e limpeza da terra é, nesta carta, descrita como uma "santa tarefa" do ser humano . No artigo 15 está formulado como alvo especial o respeito e a piedade na forma de lidar com animais. Deve ser impedida a prisão brutal de animais e a caça e métodos de pesca que causem extremo, longo e desnecessário sofrimento devem ser proibidos.
A Carta está direccionada para o uso permanente da natureza pelo homem. Na verdade também são reconhecidas outras formas de vida que a humana e esse reconhecimento do seu valor próprio torna prescritos o respeito e a compaixão no contacto com os animais, embora no que respeita ao uso de animais não existam restrições claras.
Isto aconteceu na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da Liga Internacional dos Direitos do Animal em 1977. Aqui não somente fica suposto que todos os animais têm que ser tratados com respeito, mas no artigo 7 é classificada a morte desnecessária de um animal, e qualquer decisão, relacionada com isso, como um "crime contra a vida". A caça por prazer e a pesca desportiva são claramente condenadas, enquanto para o uso de animais para testes são colocadas normas que atendem a uma necessidade e acompanham uma pesquisa de aplicação de alternativas.

Após dois séculos de protecção aos animais já estamos mais que a tempo de reduzir a continuidade do uso de animais.
Os Animais ainda são considerados como objectos subalternos (“coisas” no nosso Código Civil) que podem ser utilizados para os interesses humanos. A exploração dos animais e do seu biótipo, mesmo que seja de curta duração, tem, inevitavelmente, uma consequência negativa para os animais e acaba a maioria das vezes com a morte deles.
Por essas razões, em relação a todas as formas de lidar com o uso de animais, deverá ser cuidadosamente estudado o interesse humano e as consequências para o animal.
O uso de animais para interesses não vitais dos homens pode nessa aproximação ser recalcado e banido. Isto evidentemente é válido também, entre outros exemplos, para a produção da pele, o circo, a tourada, a pesca desportiva e outras formas bruscas de diversão utilizando os animais. Religiões e tradições culturais que agridam o bem-estar dos animais precisam de ser renovadas.
As tradições não são de facto fantasmas inalteráveis, mas podem e devem adaptar-se à mudança dos tempos e a um novo conceito e normas morais humanas, pois no passado fez-se o mesmo.
Também no uso de animais para testes e de animais para consumo humano sempre servirá a dosagem ética de diferentes interesses do homem e do animal. Também aqui devem ser aplicadas alternativas para testes com animais e produtos animais.
O desenvolvimento e aplicação dessas alternativas podem por isso também ser considerados necessariamente éticos.

Um trato cuidadoso e amoroso com a natureza e os animais significa na verdade que os homens demonstram respeito pelo corpo e uma mentalidade íntegra.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) oferece para isso um adequado ponto de partida. Por eles foram criadas leis onde a pessoa em liberdade e sem opressão e violência pode viver e desenvolver-se. Aqui o homem tem que levar em consideração a própria raça. A sua liberdade termina onde começa a liberdade do outro.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos forma, junto com a Declaração dos Direitos do Animal e a Carta da Terra, um ponto de partida prático para a forma segundo a qual o homem com os homens, com os animais e com a natureza se deve relacionar. Este ponto de partida é usado no programa eleitoral do Partido Pelos Animais.
Para que seja possível uma mudança do comportamento humano relativamente ao próprio homem, à natureza e aos animais, é importante que
se proceda a uma profunda reforma das mentalidades e dos factores culturais, sociais, políticos e económicos que as condicionam.
O Partido Pelos Animais apoia assim todas as iniciativas que visem melhorar as condições de vida dos homens, em harmonia com a natureza e as restantes espécies.
O Partido Pelos Animais apoiará e promoverá particularmente acções que visem aumentar a consciência e sensibilidade humanas a respeito do facto evidente de que todos os seres sensíveis desejam igualmente a felicidade e o bem-estar e não desejam sofrer. Por esta via, o Partido Pelos Animais assume estar ao serviço do desenvolvimento do próprio homem, na prática de um novo paradigma mental, ético e civilizacional que torne a humanidade mais fraterna e solidária do universo em que vive e de todas as formas de vida com que convive."

Oeiras, 29 de Maio de 2009

A Comissão Coordenadora:
António Rui Ferreira dos Santos
Pedro Luís Sande Taborda Nunes de Oliveira
Paulo Alexandre Esteves Borges
Fernando Leite
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Marcas que testam em animais - Animal Respect




Considera isto ACEITÁVEL?!

Em nome do quê?!?! Da ciência é que não é!... Já que existem métodos alternativos muito mais eficazes e de resultados infinitamente mais confiáveis!

Da ÉTICA, certamente também não!!

VIVISSECÇÃO é FRAUDE CIENTÍFICA E GENOCÍDIO!!!

Informe-se! Afinal, você não deveria acreditar em qualquer coisa que é vendida a si pela midia e pelos cartéis das empresas que lucram com isso, ou por aqueles cujos títulos de PHD ainda são conferidos a quem se faz valer da tortura, por falta de outras qualificações académicas!

(Por: "CADEIA PARA QUEM MALTRATA OS ANIMAIS")
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Vivisseção: pesquisa ou crueldade?

Imensos animais são mortos todos os anos para serem dissecados em experiências com fins educativos. Muitos destes animais são retirados dos seus habitats naturais e ecossistemas inteiros ficam ameaçados. Muitos animais são submetidos a uma crueldade e sofrimento inacreditáveis até se tornarem “espécimes para dissecação”. Os cães e gatos que se encontram abandonados ou em canis, ratos, coelhos e porquinhos-da-índia são levados para locais que colaboram com escolas e universidades, onde vão ser atordoados e posteriormente aprisionados por um sistema onde lhes vai ser injectado, ainda conscientes, formol. Esta substância, que serve para preservar, quando introduzida no corpo dos animais equivale à introdução de água a ferver.


No entanto, se ao invés da dissecação se optar pela utilização de métodos e ensino alternativos entre os quais se contam a utilização de modelos e simuladores mecânicos, filmes e vídeos interativos, simulação computadorizada e realidade virtual e o uso responsável de animais (animais que morreram naturalmente), poderemos salvar muito animais que são cruelmente mal tratados em nome da ciência.

Fontes:
centroveterariano-org
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Até onde vai a maldade humana...

Vejam a que ponto chega a maldade humana!!... E vejam a FORÇA que o Burne tem e a GRATIDÃO que demonstra!!!

Só mesmo os Animais, Os ditos irracionais, revelam ser ISTO MESMO!! 

ATENÇÃO: Algumas imagens chocantes...


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Olhar a Natureza!

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Lutar é isto!!

(Clique na imagem para aumentar e se ler melhor!)
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...Há dias que marcam a Alma e a Vida da Gente...

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Todos deveriam assistir este vídeo pelo menos uma vez na vida!!...

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"Amazing Grace"


"Amazing Grace"

Um vídeo de mão cheia, onde para além de se ficar a conhecer pormenores interessantes, ouve-se uma "arrepiante" interpretação do espiritual...

"...não é necessário ter-se sido escravo... para se saber o valor de ser livre..."

"Observo-te... todos os dias!!"

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Votos de Boa Disposição!

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PAN assinala o Dia Mundial da Árvore e da Floresta (21 de Março) e o Dia Mundial da Água (22 de Março).


Domingo, 20 Março 2011 23:06

"O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) associa-se às celebrações do Dia Mundial da Árvore e da Floresta a 21 de Março e do Dia Mundial da Água a 22 de Março.

A importância da água em estado líquido para a vida é sobejamente conhecida. O que talvez não seja do conhecimento comum é a relação que a água e a floresta estabeleceram ao longo das eras. Estes dois constituintes do planeta fundem-se num bailado simbiótico de controlo da temperatura global. Como explicou James Lovelock, as florestas tropicais são os verdadeiros sistemas de ar condicionado do planeta. Água e floresta também se juntam na protecção dos solos. As árvores previnem a erosão dos solos que ocorre pela acção das chuvas e contribuem para a infiltração da água no subsolo, indo alimentar lençóis freáticos. Mais uma vez, trata-se da simbiose de dois elementos interdependentes.

A mancha florestal portuguesa tem sido vítima de inúmeros incêndios nas épocas de maior calor. Só no ano de 2010 arderam 125 852 hectares de mata e floresta. O PAN defende a reflorestação das áreas queimadas com espécies autóctones ancestrais melhor adaptadas às condições climáticas de Portugal e uma implementação de programas de prevenção nas áreas não ardidas.

Também a água em Portugal é, por vezes, alvo de descuidos, que conduzem à sua poluição, e de usos inadequados que colocam em causa a sua disponibilidade a curto e médio prazo. O PAN reitera, neste dia, a importância de proteger e salvaguardar este bem precioso fundamental à manutenção da vida e a relevância de promover uma gestão e usos adequados através, por exemplo, da promoção de uma agricultura tradicional sustentada por espécies adaptadas às características do nosso país.

Mesmo limitando-nos ao que foi exposto acima, encontram-se justificadas todas as acções de protecção destes dois bens fundamentais que possamos imaginar.

Mas há outras e, talvez, melhores razões para proteger estes dois recursos: desde logo, o seu valor intrínseco.

Árvores, florestas, rios, lagos, oceanos e glaciares são todos constituintes do ecossistema global que conquistaram o direito à existência através de milhares de milhões de anos de evolução geológica e biológica e têm, por si só, por existirem, por serem e por inter-serem, valor próprio, independentemente do valor utilitário que possam ter para a espécie humana.

Reconhecer que todos os seres vivos da Terra estão conectados numa íntima teia de vida interdependente e constituem um organismo planetário do qual nós, seres humanos, somos parte integrante, é um passo da maior importância na tomada de uma nova consciência mais planetária, mais global, mais interdependente, mais compassiva e mais justa.

O PAN defende a promoção do desenvolvimento de uma consciência ecológica global que reconheça valor ao mundo natural, simplesmente por ser o que é, e não pelas suas potencialidades de uso e mercantilização. É urgente uma consciência que torne o humano mais natural e, por isso, mais humano.

Os meses ideais para plantação de árvores são Janeiro e Fevereiro. O final de Março já é uma época um pouco tardia para a sua plantação, mas, ainda assim, plante uma árvore. Simplesmente, não lhe vire as costas. Uma plantação tardia exige cuidados redobrados e uma rega assídua de raízes e folhas durante as primeiras três ou quatro semanas.

É simples. Água e Árvores… Não era disso que estávamos a falar?"

(Grupo de Trabalho sobre Ecologia)
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O Herói!!

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O SER MULHER

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Será assim o nosso futuro?

Cruzamento de dados em 2019:

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!

- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...

- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?

- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.

- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21 549 4236, certo?

O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 91 266 25 66, correcto?

- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?

- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...

- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...

- Cliente: O quê...?

- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.

- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?!

- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!

- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?

- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...

- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!

- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.

- Cliente: Quanto é?

- Telefonista: São 49,99.

- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?

- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.

- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.

- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.

- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?

- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...

- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?

- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.

- Cliente: Meeeeeerd.......!!!!!!!!!

- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade!!

- Cliente: (Silêncio).

- Telefonista: Mais alguma coisa?

- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.

- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...

- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!

- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

Olhar a Natureza!

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Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.

Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.

De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.

Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…

Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».

Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.
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(Publicado em 19 de Novembro de 2010 por Arnaldo Antunes)

E-mail enviado ao Primeiro Ministro José Sócrates [07-02-11], por André Moreira


Excelentíssimo Primeiro Ministro,

O meu nome é André Moreira, mas poderia ser João, Maria, Ricardo ou Ana.
Sei que provavelmente nem será o senhor a ler este email, provavelmente até ninguém o lerá, no entanto sempre me ensinaram a não desistir.

Escrevo-lhe porque nesta tarde de dia sete de Fevereiro deveria estar a estudar matemática (tenho teste amanhã), mas não estou. Não estou porque o senhor me obrigou. Obrigou-me a questionar a razão pela qual estudo. Obrigou-me a esta submissão filosófica. Perceberá tudo mais à frente.

Porventura o telefone está a tocar, porventura tem uma grande reunião daqui a cinco minutos, porventura este email apenas conheceu o lixo da sua caixa de entrada…

Sou estudante como já deve ter percebido, tenho 16 anos e frequento o 11º ano numa escola pública da localidade de Paredes, uma escola igual a muitas outras. Igual em todos os defeitos que o senhor permitiu que se estruturassem, dentro de um ensino que deveria ser de todos e para todos. No entanto a Escola Secundária de Paredes é diferente em alguns aspectos, é principalmente diferente no que toca às qualidades e virtudes, isto porque existe toda uma comunidade escolar interessada em todos aqueles assuntos que não lhes dizem respeito.

É este o meu mundo, gosto de ler, de escrever, gosto essencialmente de aprender. Você entrou nele a partir do momento em que foi eleito Primeiro Ministro. Sou sincero, não lhe dei muita importância, mas aos poucos fui conhecendo aquele que viria a ser um dos homens mais importantes da minha vida, você. Foi por sua culpa que descobri algo que realmente me fascina, a política, foi por sua culpa que me interessei por este novo mundo, que se diz para maiores de 18…
Hoje olho para trás e percebo que viria a ser político de qualquer forma, como acredito que qualquer pessoa o é, o senhor apenas apressou este processo. Apenas conseguiu que eu fosse politicamente prematuro, oxalá não o tivesse sido.

Era sinal de que tudo estava diferente. Era sinal, e só por ser sinal já era bom, hoje procuro todos os sinais e não encontro nada.

Hoje já não sonho, percebi a capacidade ilegítima que você tem de brincar com a minha vida. Hoje não tenho presente nem futuro, dizem que foi hipotecado. Hoje sobrevivo e não sei muito bem porquê; se tudo o que eu queria era ser licenciado e entrar no mercado de trabalho, hoje não quero nada. Não quero nada porque tirar um curso implica ser rico, implica ter aquilo que muitos não têm; e entrar para o mercado de trabalho, significa entrar para um mundo precário totalmente à parte, onde se desafiam os direitos humanos, num mundo em que entramos como objectos e simplesmente não saímos.

Sim sou dessa Geração, sem remuneração, do vou queixar-me para que, do casinha dos pais, do já não posso mais, sim sou dessa geração em que para ser escravo é preciso estudar.

E é esta a minha pergunta, é este o meu enorme ponto de interrogação.
Se hoje não tenho presente, nem futuro garantido, se hoje sou mais uma peça num jogo de grandes senhores, porque estudo? Para ser escravo? Para ser menos escravo do que seria se não estudasse?
É esse o patamar máximo de “dignidade” que o estado me pode oferecer?

O meu nome é André, mas como já referi podia ser João, Maria, Ricardo ou Ana; tenho 16 anos mas podia ter 15, 14, 20 ou 25; sou da geração do seu filho, que quando não tiver o pai no poder será um André como eu. Vivo num país chamado Portugal, que é a terra da instabilidade, da escassez, da insegurança, da incerteza, da fragilidade, da debilidade… Os meus pais são funcionários públicos e eu sou filho da precariedade, e para além disso sou também seu “filho”, filho do seu sistema, da sua política.

Certamente não terá tempo para ler o texto até ao fim, certamente não me irá responder, certamente não valerá a pena a nota que infelizmente irei tirar a matemática, certamente nada irá mudar… Mas agora sei que tentei.

Se leu este email até ao fim, agradeço-lhe pelo tempo perdido.


Com os melhores cumprimentos,
O para sempre seu “filho”:
André Moreira.

(Recebido por e-mail)
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EntreAJUDA


Olhar a Natureza!

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Manifesto

"Não consigo fazer uma descrição adequada do Campo de Horror no qual os meus homens e eu próprio íamos passar o mês seguinte das nossas vidas (...). Havia cadáveres por toda a parte, alguns em pilhas imensas, por vezes sozinhos, outras em pares, nos sítios onde tinham caído.
Demorou algum tempo a habituarmo-nos a ver homens, mulheres e crianças em colapso ao passarmos por eles, e a conseguir impedir-nos de ir em sua ajuda. Tivemos desde cedo que ajustar-nos à ideia de que o indivíduo não contava. Sabíamos que morriam 500 por dia, e que 500 iriam continuar a morrer diariamente durante semanas, antes que algo que pudéssemos fazer tivesse o mais pequeno efeito (...).
Foi pouco depois de ter chegado a Cruz Vermelha britânica - ainda que possa não ter qualquer ligação - que recebemos uma larga quantidade de batons vermelhos. Isto não era de todo aquilo que nós, homens, queríamos, pois estávamos desesperados por milhares de outras coisas. Não sei quem pediu batons. Ah, como eu adorava descobrir quem o fez! Foi a acção de um génio, um maravilhoso e brilhante acto não adulterado. Acredito que nada fez mais por aquelas pessoas que o batom. As mulheres ficavam deitadas na cama sem lençóis nem roupa no corpo, mas com intensos lábios vermelhos; viam-se a deambular sem nada mais do que um cobertor sobre os ombros, mas com intensos lábios vermelhos. Vi uma mulher morta na mesa fria para cadáveres apertando na sua mão um batom.
Finalmente alguém tinha feito algo para os fazer sentir de novo pessoas, sentir que eram alguém, não mais apenas um número tatuado num braço. Finalmente conseguiam interessar-se pela sua aparência. Aqueles batons começaram a devolver-lhes, de novo, a sua Humanidade."

(Tradução e adaptação do excerto do diário do tenente-coronel Mervin Willett Gonin DSO que esteve entre os primeiros soldados ingleses a chegar ao campo de morte Nazi de Bergen-Belsen. Este campo foi libertado em Abril de 1945, perto do final da II Guerra Mundial. Texto retirado originalmente do Imperial War Museum e citado no livro Bansky - Wall and Piece (2005), Londres, Century.)
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Este Manifesto mostra-nos que por vezes o que nos salva e dá novos sentidos à existência pode ser insignificante e inesperado. É por vezes algo bem diferente do idealizado, imprevisível e simples, não antecipado, mas que, se estivermos de espírito aberto para notar, aproveitar, saborear, nos reencaminha para uma vida mais bem vivida - mesmo perante o maior dos horrores e dos sofrimentos, como este Manifesto dolorosamente lembra.

(Rivero, C., & Marujo, H. A. (2011), Positiva-mente)
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