No século IV, Nicolau, o bispo de Mirra, cidade situada entre Rodes e Chipre, tinha o hábito de distribuir presentes pelos pobres. Como não gostava de receber agradecimentos, camuflava-se. .
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Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo.
Estrelas, doiradas estrelas
Que pede a chorar
Para casar contigo.
Figueira, e à noite o luar,
Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado.
E a Serra, que te adora e deseja,
Também sofre com a luz do Sol
Que te abraça e te beija.
(Canção da Figueira da Foz, António Sousa Freitas / Nóbrega e Sousa)
(foto de Mário Martins)
O cancro do cólon e recto representa cerca de 15% dos tumores malignos diagnosticados em cada ano no nosso pais.
Ele é também a principal causa de morte por doença oncológica, sendo responsável, segundo os últimos dados disponíveis, por mais de 3.300 mortes em cada ano.
O rastreio e o tratamento das lesões detectadas permitem a redução do número de casos da doença e da sua mortalidade.
PREVENIR É SABER VIVER
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Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço
Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar
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Todos os caminhos me servem.
Em todos serei o ébrio
cabeceando nas esquinas.
Uma rua deserta e o hálito
das pessoas que se escondem,
uma rua deserta e um rafeiro
por companheiro.
Ó mar que me sacode os cabelos
que mulher alguma beijou,
lágrimas que os meus olhos vertem
no suor dos lagares,
que uma onda vos misture
e vos leve a morrer
numa praia ignorada.
(Todos os caminhos me servem, Fernando Namora)
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Que é o que mais podes dar!
Dá-te todo a quem te pede
E mesmo a quem te não pede…
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
É melhor passar a noite com a cólera da ofensa do que com o arrependimento da vingança.
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.Alimentar-se de ilusões é fazer dieta com o espírito.
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
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Ninguém sabia me dizer,
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O amor é o carinho,
Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas; não há o suficiente para a cobiça humana.
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(Mahatma Gandhi )
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Com que o homem tacteia a escuridão,
Rodeado de sombras e segredos
De que busca, e não acha, a solução.
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Mas decerto haverá mundos mais ledos
Onde outros seres, de maior visão,
Rompendo brumas, dissipando medos,
A treva finalmente vencerão.
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E sendo sete as cores, e outros tantos
Os sons da escala, mas com mil matizes
Que prolongam seu eco e seus encantos,
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Talvez nos seja um dia transmitido,
Por esses mundos fortes e felizes,
Um novo sexto e sétimo sentido!
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(Cinco Sentidos de Alberto de Oliveira)
.Sei o que é dor e fome.
Venho do hemisfério sul,
Meu sonho é melhorar, vencer,
Venho da seca e do abandono,
Venho de fora e de longe:
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(De Onde Vens, de Alfredo José Gonçalves)
Os olhos brilham se a alma rejubila, parecem sair das órbitas e cuspir fogo quando ela se enfurece. Choram de alegria por fortes emoções empáticas, tornam-se lânguidos por lutos prolongados e sentidos. São límpidos na infância, turbulentos na adolescência, penetrantes na maturidade, mortiços na velhice. Mãos nos cegos.
Há olhos que vêem tudo escuro e sombrio, como se calçassem óculos escuros, sintoma de um pessimismo congénito ou ocasional, dependente de como se acorda de manhã. Há olhos que pintam tudo de verde, azul e amarelo de girassol, numa policromia serena que ameniza todas as agruras da vida. Há olhos míopes que, mesmo sãos e abertos de par em par, não vêem um palmo à frente do nariz e olhos como os de mãe a quem nada escapa. E há olhos que se podem olhar nos olhos, e olhos desfocados e baços de que nunca se consegue identificar a cor.
Há ainda olhos fulminantes que, com um olhar, censuram, repreendem, humilham, julgam, condenam. E há outros brandos e mansos que, com um olhar bem diferente, convidam, atraem, afagam, desarmam, conquistam.
Há também olhos matreiros que não param nunca e em nada, num movimento insaciável de captação de imagens e detalhes que vão arquivando para desbobinar em qualquer altura. E há olhos que piscam com desejo de conquista implícita.
Há olhos para todos. O poeta tem olhos que “vêem as coisas como os outros as vêem também, mas sente-as lá por dentro como as não sente ninguém”. O médico tem olhos que curam; o arquitecto, olhos estéticos; o padre, olhos beatos; o motorista, olhos atentos; o chinês, olhos de amêndoa; o fotógrafo, olhos de lince; o pedinte, olhos suplicantes; a mãe, olhos de ternura; e Deus, olhos grandes, da dimensão do mundo, que nos vêem, nos seguem e nos adoram como a menina dos seus olhos, e que não castigam quem, mentindo sorrateiramente, arrisca perder o que têm de melhor com juramento falso e sacrílego, atrevendo-se a dizer: “Eu seja cego se…”.
Bem basta os que, por desventura, são cegos de verdade. Mas os olhos são os olhos! E a ciência e a técnica são tão generosas e tornaram-se tão capazes que até já restituem a vista por transplante e fazem ver os cegos com olhos de outros que lhos deixam em testamento nesta vida, pois não precisam deles na outra.
Olhemo-nos nos olhos à procura de quem precisa do nosso olhar, tornando assim a nossa missão nesta vida verdadeiramente simpática.
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"O grande escândalo do nosso tempo está em que, pela primeira vez na história, existem meios para alimentar toda a população mundial e, no entanto, há 800 milhões de famintos no planeta."
.Uma flor, um sorriso, um elogio?
Dá-o hoje, dá agora, não demores,
As coisas boas - grandes ou pequenas -
Levam sempre amor ao coração
E a alegria não se prende nunca.
Alegra hoje alguém,
Sorri bastante.
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"Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos."
.Com medo do mar!
Tudo aqui é "miragem", mas na outra margem,
Alguém está a esperar!
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Como a onda que morre, sozinha na praia,
Não fiques brincando...
No mar confiante, ensina o teu canto,
de ave voando!
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Há gente vivendo, "tranquila, contente",
Como eu já vivi.
Foi feito p'ra ti!
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("Lança-te" de Imac)
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Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveria arranjar tempo para se dedicar às crianças.
Mas a professora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir. Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o filho já não estava acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de comunicarem com os outros.
Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais.
É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro...
É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...
























