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Feliz Ano Novo!

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Olhar a Pobreza...

No final do ano é costume aparecerem um conjunto de relatórios de grandes instituições internacionais acerca da situação mundial das crianças, da pobreza, da população… Todos eles têm em comum o facto de nos alertar para o alargamento constante do fosso entre ricos e pobres. Tudo se passa como um triste ritual. Como se fosse necessário, em vésperas de festas natalícias, pôr um pouco de amargura, quanto baste, para condimentar um período particular, marcado, nos países ricos, pelo consumismo. Nada de mal nisso, se o ritual contribuísse para tornar mais tolerável o que na realidade é inaceitável. Este é, de facto, um fenómeno perverso que resulta também da grande mediatização que hoje vivemos a propósito das catástrofes, do crime, das injustiças sociais, da pobreza, da fome. Dir-se-ia que o sentimento do escândalo só nos afecta a primeira vez. Lentamente, esse sentimento é domesticado, até se transformar numa normalidade do mundo anormal.
O mundo tornou-se de tal forma complexo, que nos sentimos completamente impotentes para responder aos desafios que se nos colocam no mundo contemporâneo.
A questão que se coloca é a de se saber o que poderemos fazer, nós os mais comuns dos cidadãos, para contrariar este estado de coisas. Aparentemente, nada ou pouco.
Deveríamos, talvez, numa altura de crise económica, como a que atravessamos, começar a olhar para a pobreza dos que nos rodeiam sem o ferrete da nossa crítica acomodada. Quando fazemos notar a dificuldade dos mais pobres em fazerem o seu planeamento familiar, em gerir os seus parcos recursos, e em se formarem e educarem os seus, esquecemo-nos que isso faz parte da sua pobreza. E, sem nos apercebermos, estamos a criar desculpas para a nossa desresponsabilização. Entre esta atitude e a que adoptam os governantes dos países ricos, ao identificarem a incompetência, a corrupção, o tribalismo e o autoritarismo dos países africanos como responsáveis pela sua pobreza, existe apenas uma questão de escala.
Mas arranjar desculpas para a pobreza dos outros é um soporífero para dormirmos descansados.
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(adaptação do texto “É necessário mudar o olhar sobre a pobreza” de Carlos Camponez)
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Consumismo!

Há alguns anos atrás foi realizada em França uma experiência insólita.
Num famosa loja parisiense foram colocados nas prateleiras produtos que tinham sido retirados dos contentores do lixo, depois de devidamente limpos e acondicionados, e com a respectiva etiqueta.
Sucesso total da operação! Empregados e clientes de nada se aperceberam no meio das luzes e do brilho. Tais produtos depressa desapareceram, apesar de custarem “os olhos da cara”. E viva a sociedade do consumo!
Que lição tirar desta experiência rara e cómica?
Vale a pena voltar atrás e olhar para os presentes de Natal que recebemos. E lembrar também os presentes que oferecemos aos nossos familiares e amigos. A maioria deles já perdeu o brilho e o fascínio do primeiro momento. Quantos não terão já ido parar, senão aos contentores do lixo, às prateleiras das coisas supérfluas ou do esquecimento!
Diz-se que o lixo que os habitantes da cidade americana da Manhattan lançam diariamente nos contentores do lixo daria para alimentar cidades inteiras dos países pobres.
Com toda a certeza o que nós deitámos ao lixo neste tempo natalício daria também para alimentar, senão tantas, ao menos algumas dessas cidades. Caiu o pano sobre as festas natalícias. Mesmo depois de apagadas as luzes não é tarde demais para reflectir.


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1 Minuto de Reflexão

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Porque é que meia hora é tão longa quando estamos a ouvir os outros e uma hora é tão pequena quando vamos falar com alguém?
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Feliz Natal

O blogue RAÇA AMBÍGUA deseja a todos os seus seguidores e restantes visitantes um FELIZ NATAL!

Origem do Pai Natal

No século IV, Nicolau, o bispo de Mirra, cidade situada entre Rodes e Chipre, tinha o hábito de distribuir presentes pelos pobres. Como não gostava de receber agradecimentos, camuflava-se.

Após a sua morte, espalhou-se o hábito de as crianças colocarem os sapatos à porta de casa, à espera da visita de S.Nicolau.

Este hábito desenvolveu-se sobretudo na Holanda. Mais tarde o costume divulgou-se noutros países e, em vez de festejarem S.Nicolau a seis de Dezembro, começaram a festejá-lo na noite de Natal e passaram a chamar Pai-Natal àquele que ia levar as prendas.

Origem do Bolo-Rei

Diz uma lenda que, tendo os Magos ido visitar Jesus com a intenção de lhe oferecerem como presentes – ouro, incenso e mirra – a cerca de sete quilómetros do local onde o Menino se encontrava, tiveram uma discussão: qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes?

A solução foi-lhes dada por um artífice que, assistindo à conversa, quis ajudar a encontrar uma saída para o problema, que agradasse a todos. Ele faria um bolo em cuja massa meteria uma fava. Reparti-lo-ia depois pelos três; e aquele que encontrasse a fava na sua parte, seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino Jesus.

Conhecido pelo nome de bolo-rei, feito para escolher um rei, passou a usar-se, sobretudo no Natal, recordando o nascimento do Menino e a visita dos Reis Magos. A sua côdea simboliza o ouro, o miolo e as frutas secas, a mirra; e o aroma, o incenso.

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1 Minuto de Reflexão

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A ciência poderá ter achado a cura para a maioria dos males da vida, mas não achou ainda remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos.

(Helen Keller)
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Música de Fundo



.(Miguel Gameiro - Dá-me Um Abraço).

Exemplo Activo



"Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.

Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal. Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.

Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.

Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida."

(Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara Municipal de Santarém)
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Provérbios do Mundo

Não existe nem má mãe nem boa morte.

(provérbio judaico)
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Olhar a Natureza!

Visitas Obrigatórias

Instituto Português do Sangue tem por missão regular, a nível nacional, a actividade da medicina transfusional e garantir a disponibilidade e acessibilidade de sangue e componentes sanguíneos de qualidade, seguros e eficazes.
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1 Minuto de Reflexão

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O silêncio deveria ser a qualidade daqueles que carecem das demais.

(Blanchard)
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Bom Fim-de-Semana!

Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo.


Estrelas, doiradas estrelas
Enfeitam o Mar
Que pede a chorar

Para casar contigo.

Figueira, e à noite o luar,

Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado.

E a Serra, que te adora e deseja,

Também sofre com a luz do Sol
Que te abraça e te beija.

(Canção da Figueira da Foz, António Sousa Freitas / Nóbrega e Sousa)

(foto de Mário Martins)

Música de Fundo

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(Rui Veloso - Primeiro Beijo)
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Provérbios do Mundo

O conhecimento do mundo gera a desconfiança; a desconfiança gera a suspeita; a suspeita gera a argúcia; a argúcia gera a maldade; a maldade gera tudo.
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(provérbio chinês)
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Olhar a Natureza!

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Visitas Obrigatórias

A ONG - Mundo a Sorrir surge em Julho de 2005 para trabalhar no campo da saúde, nomeadamente na área da Saúde Oral, com o principal objectivo de causar o bem-estar das comunidades mais desfavorecidas, excluídas e marginalizadas. Levando a informação e os cuidados básicos para que a Saúde Oral passe a ser um Direito Universal e acessível a todos os indivíduos,independentemente da sua posição económica, cultural e social.

A Mundo a Sorrir, pretende ser uma organização que presta apoio efectivo e de acção prática e que a sua ajuda seja realmente sentida junto das comunidades que mais sentem as carências e necessidades. Através de projectos concretos e sustentados a ONG - Mundo a Sorrir, pretende dar o exemplo que é possível ajudar a melhorar o panorama da Saúde Oral em Portugal e no Mundo. Divulgar, confrontar e exemplificar que é possível fazer diferente para fazer melhor.
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1 Minuto de Reflexão

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Não devemos permitir que a língua corra diante do pensamento.

(Chilon)
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Música de Fundo

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Cesária Évora - Mar Azul
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Provérbios do Mundo

Uma casa velha é sempre melhor que uma sepultura nova.
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(provérbio africano)
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Olhar a Natureza!

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