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Mensagens

Bom Fim-de-Semana!

De tudo, meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei-de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. . (Soneto da Fidelidade, Vinicius de Moraes) .

Bom Fim-de-Semana!

.. É meu e vosso este fado Destino que nos amarra Por mais que seja negado Às cordas de uma guitarra . Sempre que se ouve o gemido De uma guitarra a cantar Fica-se logo perdido Com vontade de chorar . Ó gente da minha terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi . E pareceria ternura Se eu me deixasse embalar Era maior a amargura Menos triste o meu cantar .

As Novas Escravaturas

«É escrava a pessoa que está presa à sua própria liberdade, quando não sabe para que lhe serve. A liberdade não é um valor em si, mas um palácio a construir. Daí que só se consiga a liberdade quando se tem um objectivo. De nada serviria ser livre para pensar, se não pensamos em nada; livres para opinar, se só opinamos sobre equipas de futebol; livres para construir as nossas vidas, se logo as esbanjamos na rotina. É escrava a pessoa que vive agrilhoada à sua incultura ou a que gasta a vida num trabalho que não consegue amar. E com isso fica dito que é escrava meia humanidade contemporânea. De que serve deixar de ser analfabeto quem nada vai ler? Como poderá amar o seu trabalho quem simplesmente o suporta, não dando o melhor de si? É escrava a pessoa que é serva dos seus próprios medos ou dos seus próprios vícios. A que para vestir-se só se atreve a pensar no que está na moda; a que "tem" de comprar os aparelhos, os quadros ou as cortinas iguais aos que os outros usam, a que m...

Adolescentes em corpos de Adultos

«Acho sempre muito divertido quando a Organização Mundial de Saúde diz que a adolescência termina aos dezoito anos. No sentido interior do termo, somos todos um bocado adolescentes para sempre. Da adolescência à experiência parental é tudo muito rápido. As pessoas vêem-se obrigadas a crescer muito depressa. Tem poucas experiências verdadeiramente relevantes. De um momento para o outro, são devorados pela voracidade da rotina. O importante é terminar a faculdade, arranjar trabalho, um bom carro, casa e por aí fora. Aos quarenta anos, apercebem-se que não tiveram tempo de olhar para todas aquelas questões que fazem parte da natureza humana. Então, são invadidas por sensações contraditórias. Voltam a questionar-se. E há sempre quem as condene. Como se isto de nos questionarmos, de reflectirmos sobre os nossos sonhos, as nossas relações, as nossas vidas, fosse qualquer coisa própria da adolescência. Como se todos aqueles que continuam a interrogar-se fossem uma espécie de produtos fora de ...