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Papás, escutem!

«Prestem atenção ao que o vosso filho vos quer dizer, mas não se atreve:

- Não me dêem tudo o que vos pedir. Muitas vezes só peço, para ver quanto posso receber. Se mo dessem, eu teria mais, mas não seria melhor.
- Não me dêem sempre ordens. Se, em vez de me mandarem tanto, me pedissem as coisas por favor, eu as faria mais rapidamente e com mais vontade.
- Não mudem de opinião tão frequentemente sobre o que devo fazer. Decidam-se e mantenham essa decisão. No meio das minhas muitas vacilações, necessito da vossa segurança, da vossa firmeza.
- Cumpram as promessas, boas ou más. Se me prometem uma autorização, dêem-ma; mas também se for um castigo. Assim me irei preparando para a vida.
-Não me comparem com ninguém. Nem com o meu irmão nem com a minha irmã. Se me exaltam acima dos outros, alguém irá sofrer; se me rebaixam diante dos outros, serei eu quem sofro. Nem me comparem convosco quando tinham a minha idade. As nossas vidas são muito diferentes.
- Não me corrijam as faltas diante de ninguém. Ensinem-me a corrigir-me quando estivermos sós. Agradecer-vos-ei infinitamente.
- Deixem-me fazer as coisas por mim mesmo. Mesmo que às vezes me engane. Se fazem tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
- Não me gritem. Respeito-vos menos quando o fazem e me ensinam a gritar também. Eu não o quero fazer.
- Quando fizer alguma coisa mal, não me exijam que vos diga porque o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
- Não digam mentiras diante de mim. Nem me peçam que as diga por vocês, mesmo que seja para vos desenrascar. Sinto-me muito mal, e acho que perco a fé no que vocês dizem.
- Quando estiverem enganados nalguma coisa, admitam-no. Assim crescerá a opinião que tenho de vocês. E ensinar-me-ão a admitir os meus equívocos.
- Quando vos contar um problema meu, não digam: "Não tenho tempo para as tuas parvoíces" ou "isso não tem importância". Tratem de compreender-me e ajudar-me.
- Tratem-me com a mesma cordialidade e amabilidade com que tratam os vossos amigos. Porque somos família, não quer dizer que não possamos ser amigos também.
- Não me digam que faça uma coisa, se vocês mesmos não a fazem. Assim aprenderei eu a fazer sempre o que vocês fazem mesmo sem o dizer, mas nunca o que vocês dizem e não fazem.
- Gostem de mim e digam-me. Eu gosto de ouvi-lo de vocês, mesmo que achem que não é preciso dizer-mo.
- Ensinem-me a amar e a conhecer a Deus e o meu semelhante. Não se desculpem com o que me ensinam no colégio e na catequese. Eu quero aprender de vocês, sem intermediários, a Amar e a respeitar.»

(Autor: Manuel Sánchez Monge; Fonte: "Parábolas como setas")

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